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Sisu acumula problemas desde sua criação, em 2010; veja o histórico

Edições de anos anteriores apresentaram erros como problemas técnicos no sistema e vazamento de informações

Por Juliana Morales 28 jan 2020, 18h00

O Sistema de Seleção Unificado (Sisu) é atualmente a maior porta de entrada para universidades públicas no Brasil. Trata-se de um sistema gerido pelo Ministério da Educação a partir do qual as universidades ofertam vagas no Ensino Superior. A seleção é feita com base nas notas obtidas pelos candidatos no Enem. Em 2020, o Sisu oferece 237.128 vagas em 128 instituições de ensino de todo o país, mas passa por uma série de colapsos.

Até a noite de sexta-feira (24) já haviam sido registradas mais de 3,1 milhões de inscrições feitas por 1,6 milhão de pessoas, segundo nota oficial do MEC. Mas, neste mesmo dia, a Justiça Federal divulgou uma liminar que determinava a suspensão do processo do Sisu, assim que as inscrições fossem encerradas, no domingo (26), diante dos problemas na correção das notas do Enem

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    A decisão provisória foi obtida em ação movida pela Defensoria Pública da União (DPU) e é de responsabilidade da 8ª Vara Cível Federal de São Paulo. Ela determina que o governo comprove que o erro na correção das provas do Enem 2019 foi totalmente solucionado. Sem o resultado do Sisu disponível, o Prouni também foi afetado, tendo o início de suas inscrições cancelados.

    Para completar, mesmo proibido de ser divulgado, resultado do Sisu ficou disponível por alguns minutos no site do sistema, nesta terça-feira (28). Candidatos relataram nas redes sociais terem visto a listas de selecionados e o MEC confirmou que aconteceu o “vazamento”.

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  • Esta edição de 2020 não foi a primeira vez em que candidatos se depararam com falhas no Sisu, criado em 2010. Outros anos apresentaram erros como problemas técnicos no sistema e vazamento de informações. Confira o histórico de problemas:

    2010

    Já na sexta-feira, 29 de janeiro, primeiro dia de inscrições para o Sisu em 2010, estudantes relataram instabilidade e lentidão. Neste dia, apenas 45 mil alunos conseguiram finalizar inscrições e mais de 1,5 milhão não concluíram o processo. 

    2011

    Assim como no ano anterior, os candidatos enfrentaram problemas de acesso e lentidão. O site chegou a ficar fora do ar. Dessa vez, uma decisão judicial fez com que o Ministério da Educação estendesse o prazo de inscrições.

    Além disso, ocorreu um vazamento de informações em 2011: ao entrar no sistema utilizando seu próprio código de acesso, o candidato podia acessar dados como desempenho e opção de cursos de outros candidatos.

  • 2013

    Um novo vazamento de informações ocorreu. Alguns dos estudantes entraram no site logo nos primeiros minutos tiveram acesso a nomes, telefones e notas do Enem de outros candidatos. Isso aconteceu quando entraram na página e acessaram a opção ‘Ajuda’. De acordo com o MEC, a falha foi consertada em poucos minutos.

    2016

    O sistema alterou seu mecanismo de alteração de senhas perdidas e deixou de exigir a chamada “verificação em duas etapas” para que os candidatos fizessem login ou recuperassem a senha. Bastava fornecer certos dados pessoais para que o site aceitasse uma nova senha fornecida pelo usuário. Após mudança, candidatos relataram que tiveram suas contas invadidas e opções de curso alteradas por terceiros.

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