Clique e Assine a partir de R$ 20,90/mês

Atualidades cobradas na Unicamp e que podem aparecer na Fuvest

Entenda também como as atualidades, tradicionalmente, aparecem na Fuvest

Por Juliana Morales Atualizado em 8 jan 2021, 19h46 - Publicado em 9 jan 2021, 07h32

Os dois dias de prova da primeira fase da Unicamp 2021 foram marcados por uma temática muito atual, sem fugir de debates polêmicos. Apesar das diferenças entre os vestibulares, os candidatos que realizarão a primeira etapa da Fuvest 2021 podem aproveitar, como forma de estudo, pontos importantes de atualidades cobrados pela Comvest.

“Ano passado, por exemplo, um mesmo evento referente à atualidade de 2019, os ciclones tropicais em Moçambique, serviu de referência para uma questão da Unicamp e uma da Fuvest e não é a primeira vez que isso acontece”, relembra Fábio Bacchiegga, professor de Geografia da Oficina do Estudante.

Ele explica que, assim como a Unicamp, a Fuvest também insere questões de atualidades na prova, geralmente ressaltando os conhecimentos geográficos que podem ser extraídos dos assuntos. Mas o aluno também deve estar preparado para encontrar discussões referentes ao contexto atual nas mais diferentes disciplinas. A Unicamp 2021, por exemplo, trouxe a questão étnica no Brasil e no mundo em História e queimadas e desmatamento no Brasil apareceram em Língua Portuguesa e Biologia.

Segundo Daniel Perry, diretor do Curso Anglo, em geral, ao menos na 1ª fase, a Fuvest não costuma apresentar temas tão atuais e polêmicos, é uma prova mais técnica. “Contudo, dado o atípico ano de 2020, a tendência é a prova dialogar de alguma forma com a pandemia”, pondera.

Comparando as duas provas, Perry aponta que o vestibular da Fuvest é mais tradicional e menos contextualizado, mas explica que isso não o torna, necessariamente, mais fácil que o da Unicamp. “Pelo contrário, a prova costuma ser considerada menos acessível ao candidato que tenha mais lacunas em sua formação acadêmica, já que a Fuvest sempre cobra um conhecimento mais específico sobre os assuntos abordados em suas questões”.

  • Como aparecem atualidades na Fuvest

    Gabriel Onofre, autor e professor de História do Sistema de Ensino pH, explica que atualidades podem aparecer de duas formas na prova. Um fato atual pode ser usado de forma muito indireta, apenas como uma contextualização do enunciado. Nesse caso, o aluno saber a respeito do factual ajuda, sim, mas não é determinante.

    Um exemplo é uma questão da Fuvest 2019 que abordou o evento de 2018 no qual um grupo de crianças ficou preso em uma caverna na Tailândia. A pergunta, porém, não era necessariamente sobre o que aconteceu, mas usou o ocorrido para questionar o estudante sobre qual é a rocha mais comum na formação das cavernas.

    A outra forma é, por meio do fato, a banca cobrar algo diretamente ligado a um conhecimento disciplinar. “Aí exige que o estudante saiba o que está acontecendo na realidade do país ou do mundo e entenda o contexto daquele fato”, explica Onofre.

    Continua após a publicidade

    Além disso, Gabriel observa que a Fuvest tem um perfil mais definido de elaboração de questão, que acontece em julho e outubro, diferente do Enem, que tem um banco de questões. Dessa maneira, os eventos mais importantes até o meio do ano podem aparecer na avaliação.

    “Salvo algumas exceções (como a pandemia), quando aparecem atualidades, não são temas que surgiram bem recentemente naquele ano, mas que já vêm marcando anos anteriores”, explica o professor de História. É o caso da Fuvest 2018, que abordou Brexit e o Acordo de Paris – temas de 2018 e 2017 que já estavam em pauta em anos anteriores.

    Ou seja, não necessariamente eram uma discussão totalmente nova no ano da prova, mas as consequências desses fenômenos estavam acontecendo. Aliás, ainda estão, por isso também podem aparecer nos vestibulares de 2021. Oriente Médio, crise dos refugiados, meio ambiente são outros debates importantes que vêm se estendendo desde anos anteriores, mas continuam relevantes na realidade atual.

    O que tirar de experiência da Unicamp para a Fuvest?

    “Obviamente, o grande tema dos vestibulares 2021 é a pandemia da Covid-19 e na Geografia isso precisa ser pensado em seus múltiplos aspectos, como a interpretação cartográfica dos casos notificadas e taxas de incidência –como a Unicamp cobrou –, mas também podemos pensar na velocidade de sua expansão, relacionando isso com a globalização dos sistemas de transportes, por exemplo”, afirma Fábio, da Oficina do Estudante. 

    Confira temas que apareceram na primeira fase da Unicamp e conteúdos do GUIA que podem ajudar você a entendê-los:

    Daniel Perry afirma que um dos ensinamentos da Unicamp 2021 é fazer uma leitura bastante rigorosa do enunciado e ficar muito atento ao comando das questões – característica de vestibulares de alto nível, como o da Fuvest também. Quem não prestou Unicamp pode fazer um treino com a prova que já está disponibilizada no site da Comvest e resolver algumas das questões.

    Já para os estudantes que realizaram a prova nesta semana e domingo serão avaliados também na Fuvest, é estratégico corrigir a prova e entender os erros, para não cometer o mesmo equívoco nos exames subsequentes. “É válido também analisar se a estratégia de prova funcionou bem, se a ordem das matérias que escolheu para fazer as questões deu certo, se conseguiu controlar bem o tempo, se conseguiu acertar todas as questões que são fáceis para ele. Cada vestibular pode e deve ser um momento de aprendizado para o seguinte”.

  • Prepare-se para o Enem sem sair de casa. Assine o Curso Enem do GUIA DO ESTUDANTE e tenha acesso a centenas de videoaulas com professores do curso Poliedro.

     

    Continua após a publicidade
    Publicidade