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5 vantagens do cronograma personalizado de estudos

Youtuber Susane Ribeiro explica como o estudante pode otimizar os estudos

Por Luccas Diaz 18 mar 2021, 13h10

É comum no começo de todo ano os estudantes começarem seus estudos focados para os vestibulares, mas comprimir tudo que se aprendeu durante o Ensino Médio é um desafio e tanto. E nessas horas surgem de todos os lados cronogramas de estudo que prometem cobrir todo o conteúdo e garantir a aprovação. GUIA conversou com a youtuber Susane Ribeiro que criou um curso que tem como objetivo ensinar o vestibulando como estudar de forma otimizada.

Na escola, a organização tradicional é seguir os conteúdos conforme os professores vão passando as matérias. Ao se preparar para o vestibular, porém, o estudante se depara com a necessidade de saber quais são as suas prioridades. E seguir o cronograma feito por um cursinho ou baixado na internet pode não ser a melhor forma de descobrir, viu?

Ribeiro conta a sua experiência. “Eu quebrei minha cabeça sobre como estudar. Quando eu comecei a me preparar para o vestibular, era muito difícil. O método tradicional de assistir aula e fazer a lista gigante de exercícios me trazia muitas dificuldades. Eu acabava esquecendo os conteúdos ou me perdia por não conseguir acompanhar o ritmo”, diz.

Ribeiro conta que, depois de se formar em Engenharia no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), decidiu prestar para Medicina na Universidade de São Paulo (USP). Para superar o desafio, ela conta o que a motivou optar por uma abordagem diferente da usada tradicionalmente. “No cursinho, você tem salas de 200, 300 pessoas que misturam aluno iniciante, aluno intermediário e aluno que já tá quase passando”, conta. “Era como se fosse um sapato 34 que tinha que entrar em um pé 37 e 40”, analisa.

Naquele momento, a universitária decidiu que iria criar uma estratégia de estudos que funcionasse para as suas necessidades. “Se eu já sei Física, eu não preciso assistir as aulas do ano inteiro de Física, eu posso fazer um cronograma baseado no meu nível”, explica. “Os estudos devem ser de acordo com as necessidades, prioridades e dificuldades de cada um”, conclui. Ribeiro passou de primeira em Medicina e hoje atua como professora.

Ao defender a criação de um cronograma de estudos personalizado, Ribeiro ressalta 5 vantagens para o estudante.

1. O plano é feito por e para você

Homem sentado estudando em seu quarto no computador
monkeybusinessimages/iStock

“O cronograma tradicional não prioriza o que é mais importante para cada aluno. Quando você pega o que mais cai no Enem e o cronograma de um cursinho, por exemplo, você percebe que a forma que esses conteúdos são dados é diferente. Como se eles não tivessem a importância que têm”, explica Ribeiro. Segundo ela, ao seguir um cronograma já pronto, o estudante não dá o foco que deveria nas matérias mais importantes para a nota de corte do curso que escolheu.

“É o caso, por exemplo, de Matemática Básica, que é muito importante no Enem e os professores passam rapidinho. Eles não avisam que aquele conteúdo é o que você tem que estudar mais porque equivale a 25% das 45 questões de Matemática“, diz. Ribeiro esclarece que é importante estar constantemente fazendo um exercício de autoavaliação para identificar as necessidades e dificuldades: “São pequenos detalhes que mudam completamente o seu resultado lá na frente.”

2. Permite focar nos exercícios de prova

Várias provas do Enem
Pinterest/Reprodução

A professora explica que um dos principais erros do formato tradicional de estudo é o foco total nas aulas, como se o ano de vestibular fosse o momento do aluno se transformar em uma ‘máquina de assistir aula’. “Fazer maratona de aula não traz retenção. Você recebe o conteúdo, mas manda embora”, diz. Ribeiro acredita que os cursinhos online podem ser uma boa forma de utilizar as aulas de maneira mais responsável: “A partir deles, o estudante consegue enxergar a forma de usar as aulas como uma ferramenta. Não precisa assistir tudo”.

Ela enfatiza que o objetivo de um ano de estudos para o vestibular não é zerar as aulas disponíveis, mas pegar base e já partir para as questões das provas antigas. “Até porque depois que você já tem base em algum assunto, continuar assistindo mais aulas daquele tema não vai aumentar sua retenção de longo prazo. É preciso treinar com os exercícios das provas antigas; esse é o objetivo principal”, conclui.

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3. Fortalece o processo de memorização

Homem pensando e sorrindo.
Tenor/Reprodução

“No estudo ‘normal’, você assiste uma aula, presencial ou online, e faz a lista de exercícios daquele assunto. Só que quando você chega na aula 20, você já esqueceu tudo da aula 1”, diz Ribeiro. A reflexão é uma das mais comuns dos alunos de vestibular: como lembrar de todo o conteúdo aprendido? Segundo ela, o que faz um assunto ser realmente cravado na memória cerebral é a soma da prática de exercícios com a constante lembrança.

“Quanto mais você puxa, mais forte fica. Se toda vez que você precisar saber seu CPF, você pegar o documento e ler, você não vai lembrar, você vai sempre precisar ler”, diz ela se referindo à importância de tentar lembrar do conteúdo sem ler no livro ou nas anotações.

  • 4. Possibilita a revisão espaçada

    Mulher estudando em uma biblioteca
    iStock/iStock

    Uma maneira de reter o conteúdo é a chamada ‘revisão espaçada‘. Nesse método, o estudante deve revisar o que foi aprendido de forma constante, seguindo uma programação. “Se você estudar um assunto hoje, é legal estudar ele de novo daqui 2 dias. Aí estuda novamente após uma semana e depois de um mês mais uma vez”, exemplifica a youtuber.

    Seguindo essa fórmula, é possível não apenas espaçar e intercalar os estudos, como também fazer horas mais flexíveis: “É comprovado que você espaçar o conteúdo é mais vantajoso do que aprender tudo de uma vez. Então, em vez de estudar 3 horas em um mesmo dia, acaba sendo mais benéfico estudar 1 hora hoje, 1 hora daqui dois dias e mais 1 daqui uma semana.”

    Ela alerta que, no começo, o método pode gerar um pouco de confusão e dificuldade pelo grande número de matérias, mas que os estudos não precisam começar com todas as disciplinas de uma vez. “É um processo. Não é necessário começar com todas as matérias juntas”, explica.

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    Dessa forma, as matérias mais importantes devem ser prioritárias, com maior foco e tempo de estudo.  “Por exemplo, para o Enem, Matemática é mais importante do que Física. Você estuda primeiro Matemática para depois estudar Física. Caso contrário, passa o ano e você não tem resultado expressivo nas matérias mais importantes”, conclui.

    5. É mais saudável

    Equilibre seu tempo
    Pinterest/Reprodução

    Além de todos os benefícios para o aprendizado, seguir um cronograma próprio de estudos permite uma flexibilização que traz vantagens para a saúde mental. “Quando você prioriza o que você precisa mais, você pode estudar por menos tempo. E com isso você terá momentos para sair, fazer exercícios físicos, curtir com os amigos”, explica.

    Ribeiro lembra que boa parte dos vestibulando são jovens. Nessa fase da vida é importante promover ciclos saudáveis de amizade e hobbies – e que ao fazer isso, o estudante também está beneficiando os estudos. “Não dá para ficar só estudando. Ao ter mais equilíbrio, você acaba estudando melhor. É como um ciclo: você estuda o que é prioritário e o que funciona na prova, você fica mais equilibrado, e com esse equilíbrio você estuda melhor”, conclui.

    E aí? Você já fez o seu cronograma de estudos? Compartilhe como você está se organizando nas redes sociais do @guiadoestudante.

     

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