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Engenharia Elétrica: conheça o curso e as oportunidades de trabalho

Atenção às ênfases na hora de escolher o curso!

Por Taís Ilhéu 30 abr 2020, 17h57

Não é estranho que em um universo tão vasto das engenharias você fique em dúvida sobre qual delas cursar. Afinal, entre Engenharia Acústica, Aeronáutica, de Software, de Petróleo e tantas outras o número não para de crescer: em 2010, eram 34 modalidades e hoje já chega a 39, segundo o Instituto de Engenharia. Os novos cursos, como, por exemplo, a Engenharia de Inovação, surgem especialmente em resposta ao avanço de tecnologias e modernização de processos. 

Mas isso não quer dizer, é claro, que as velhas e boas engenharias Mecânica, Civil e outras mais tradicionais perdem seu espaço. Prova disso é a atuação de alguns engenheiros mecânicos e eletricistas na criação de um respirador que pode salvar muitas vidas durante a pandemia do coronavírus. Neste texto, te convidamos a se inspirar nesses profissionais e conhecer um pouco mais sobre a Engenharia Elétrica. Como é o curso? É a mesma coisa que Engenharia Eletrônica? Preciso gostar de Matemática para atuar na área? Onde posso trabalhar depois? Descubra tudo isso!

  • Ênfase em quê? Conheça o curso de Engenharia Elétrica!

    Assim como nos outros cursos de Engenharia, o estudante que optar por estudar a Elétrica vai se deparar com uma grade bastante genérica e teórica nos dois primeiros anos de curso, chamado de “ciclo básico”. Nesse período, prepare-se para muitas disciplinas de cálculo: é o teste pelo qual você precisará passar antes de começar a estudar as disciplinas mais específicas do seu curso nos três anos seguintes.

    Na maioria das universidades, o ciclo básico é bem parecido, por isso você deve dar atenção especial à grade curricular da segunda parte do curso, nas chamadas disciplinas específicas. Basta imaginarmos em quantas atividades a energia elétrica está envolvida para termos uma noção dos muitos setores possíveis de atuação e, portanto, enfoques possíveis. Na projeção de linhas telefônicas, na construção civil ou mesmo na indústria automotiva é possível encontrar alguns desses profissionais, e por isso muitos cursos de Engenharia Elétrica possuem ênfases específicas que preparam melhor o estudante para atuar em determinada área. 

    Então, embora muitas universidades ofereçam simplesmente o curso de Engenharia Elétrica, mais generalista, se você já sabe em qual setor pretende trabalhar vale buscar uma universidade que ofereça essa ênfase, com disciplinas especificamente voltadas a isso. Na Escola Politécnica da USP, onde o ventilador pulmonar foi desenvolvido, é possível encontrar as ênfases em Telecomunicações, Eletrônica e Processos, Energia e Automação Elétrica, Computação ou Automação e Controle. 

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    Uma dica final: se a universidade onde você pretende estudar não indica nenhuma ênfase, vale a pena consultar a grade do curso para verificar se, ainda assim, ela dedica mais disciplinas a um assunto específico. É o caso da Universidade Federal de Itajubá (MG), que embora não tenha oficialmente uma ênfase específica, oferece mais disciplinas do que o convencional sobre sistemas de potência. 

  • Mercado de trabalho

    O grande número de especialidades nas graduações oferecidas dão um panorama de como é o mercado de trabalho para esse profissional. Se quase tudo ao nosso redor demanda energia elétrica, todas as indústrias por trás disso também demandam um engenheiro eletricista. 

    A indústria, por exemplo, contrata esses profissionais para trabalhar desde a projeção de equipamentos eletrônicos como maquinário industrial até para a concepção de sistemas eletrônicos empregados na computação. Já um profissional com ênfase em Engenharia Biomédica será contratado para conceber e fabricar equipamentos médicos. 

    E as oportunidades, é claro, não se restringem ao setor privado: um engenheiro eletricista especialista em sistemas de potência pode ser contratado pelo governo para projetar e participar da construção de usinas hidrelétricas, por exemplo.

    Por fim, a perspectiva salarial. O último Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), lançado em 2018 pelo extinto Ministério do Trabalho, colocou essa engenharia como a quarta mais bem paga, com um salário médio de admissão de R$ 6.633,80.

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