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Enem

Tudo o que você precisa saber sobre o Exame Nacional do Ensino Médio. Veja o que estudar, confira o calendário e saiba como funciona a nota

O que muda

A principal prova de acesso ao ensino superior passa a ser realizada em dois domingos consecutivos. Saiba mais sobre as alterações no Enem deste ano

Estudantes aguardam para realizar a prova do ENEM 2016, em São Paulo

Estudantes aguardam para realizar a prova do ENEM 2016, em São Paulo (Ricardo Matsukawa/VEJA.com)

Quem prestou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas edições passadas tinha uma reclamação recorrente: após o desgaste físico e psicológico de passar quatro horas e meia de um sábado tentando resolver as 90 questões de Ciências Humanas e Ciências da Natureza, havia pouco tempo de recuperação até o próximo desafio. No dia seguinte, o candidato voltava para uma nova maratona de cinco horas e meia ao encarar as provas de Linguagens e Códigos e Matemática, além da redação.

Para quem fazer o Enem neste ano há uma boa novidade. A prova agora será realizada em dois domingos consecutivos – dias 5 e 12 de novembro. Esta é a principal mudança realizada pelo Ministério da Educação (MEC) no exame de 2017 após uma consulta pública que contou com a participação de 600 mil pessoas.

Outra mudança importante extraída da consulta pública foi a reorganização das quatro áreas do conhecimento entre os dois dias de prova. A partir deste ano, no primeiro domingo os candidatos farão as provas de Ciências Humanas (45 questões de geografia, história, filosofia e sociologia) e Linguagens e Códigos (45 questões de língua portuguesa, literatura e língua estrangeira, podendo ser inglês ou espanhol, a depender do que o candidato escolheu no momento da inscrição), além da redação (um texto de prosa dissertativo-argumentativo). No segundo domingo é a vez das provas de Ciências da Natureza (45 questões de biologia, química e física) e Matemática (45 questões).

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(GE//Enem 2017: dicas para a prova e a redação, o que estudar e mais/Guia do Estudante)

Com esse espaço de uma semana entre a primeira e a segunda provas, os candidatos poderão descansar, analisar o que funcionou em sua estratégia e revisar conteúdos. Mas é preciso tomar cuidado para que esse tempo não gere ainda mais ansiedade. 

“O ideal, na semana entre as provas, é fazer uma revisão leve dos conteúdos mais frequentes nas provas de Matemática e Ciências da Natureza. Nada de desespero, nada de tentar tirar o atraso e ler a apostila inteira. Recomendamos que o estudante revise apenas os principais tópicos e resolva questões de anos anteriores”, recomenda Tony Manzi, professor de biologia e diretor do curso Maximize.

Outras mudanças

A consulta pública também serviu de base para o MEC promover outras mudanças no Enem deste ano. Confira as demais alterações:

  • Caderno personalizado: Em 2017, os cadernos de prova serão personalizados, com o nome e o número de inscrição do candidato impressos na capa, juntamente com o cartão de resposta, encartado na prova. Segundo o MEC, a medida é para aumentar a segurança do exame. Os quatro cadernos de cores diferentes serão mantidos.
  • Certificação: Em 2017, o exame não servirá mais para obter o certificado do Ensino Médio, como ocorria até então. Essa função passará a ser do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).
  • Isenção da taxa: O MEC será mais rigoroso em relação às isenções de taxa para evitar fraudes. Quem solicita isenção por ter registro no CadÚnico, o banco de dados do governo federal para pessoas em situação de carência socioeconômica, deverá informar o Número de Identificação Social (NIS) no ato da inscrição. Caso um estudante isento da taxa não compareça ao exame, só poderá utilizar o benefício no ano seguinte caso comprove a ausência por meio de documento oficial ou atestado médico.
  • Notas das escolas: O resultado do Enem por escola, a partir das médias dos estudantes no exame, não será mais divulgado. Esse resultado costumava servir de base para a elaboração de ranking de qualidade das escolas. Segundo o MEC, o Enem foi concebido para avaliar estudantes do Ensino Médio e não escolas.

Calendário do Enem 2017

Enem 2017
8 a 19 de maio Inscrições e solicitações de isenção de taxa
20 de outubro Divulgação do Cartão de Confirmação da Inscrição
5 de novembro Provas: Linguagens / Redação / Ciências Humanas
8 de novembro Divulgação do Gabarito das Provas – 1º domingo
12 de novembro Provas: Ciências da Natureza / Matemática
16 de novembro Divulgação do Gabarito das Provas – 2º domingo
Janeiro de 2018 (data a confirmar) Divulgação dos Resultados Individuais
Março de 2018 (data a confirmar) Divulgação dos Resultados Treineiros
Março de 2018 (data a confirmar) Divulgação dos Espelhos de Redação

A prova

Perguntas e respostas sobre a aplicação do Enem

Enem 2017 - Dicas para a prova

O Enem exige competência leitora do candidato – ou seja, uma de suas funções é medir a capacidade de entender o que se está lendo nas perguntas. Outra exigência é que o aluno consiga relacionar conhecimentos de várias matérias – a chamada interdisciplinaridade.

O exame também pede conhecimento de atualidades em diversas áreas, como política, economia, situação internacional e cidadania. Por isso, é importante manter-se informado sobre o que está acontecendo no Brasil e no mundo, por meio da leitura de jornais, revistas e sites. O Guia do Estudante publica o Atualidades Vestibular (duas edições ao ano, em março e agosto), que apresenta e explica o contexto dos principais temas da atualidade para quem está se preparando para a prova.

Nos últimos anos, apesar de ainda manter muitas questões que podem ser resolvidas a partir da aplicação de lógica e interpretação, a prova do Enem tem cobrado cada vez mais o domínio do conteúdo teórico das disciplinas do Ensino Médio. A exigência de fórmulas, conceitos e termos específicos está tornando o Enem um exame um pouco mais “conteudista”, parecido com vestibulares tradicionais como o da Fuvest. Essa transição tem a ver com a expansão do Enem. Como o exame está substituindo o vestibular de muitas universidades, a prova tende a ser um pouco mais rigorosa, para que as instituições tenham condições de selecionar alunos com sólidos conhecimentos do Ensino Médio.

Perguntas respondidas

1 – Quando será cada prova e qual sua duração?

A prova agora será realizada nos dias 5 e 12 de novembro. O primeiro domingo terá Ciências Humanas (45 questões de geografia, história, filosofia e sociologia) e Linguagens e Códigos (45 questões de língua portuguesa, literatura e língua estrangeira), além da redação. No segundo domingo é a vez das provas de Ciências da Natureza (45 questões de biologia, química e física) e Matemática (45 questões).

2 – Que horas começa a prova?
Depende do estado em que você mora. Fique atento com o horário de verão: os portões serão abertos às 12h e fechados às 13h, de acordo com o horário de Brasília. Se você chegar atrasado, não poderá entrar. Por isso, conheça bem o caminho até o seu local de prova e pesquise as melhores alternativas para chegar lá. A aplicação do exame começará sempre às 13h30 e irá até as 19h no dia 5 e até as 18h no dia 12.

3 – Preciso levar o cartão de confirmação impresso no dia?
É recomendável, mas não obrigatório. O cartão de confirmação do Enem estará disponível no site do exame a partir do dia 20 de outubro. O cartão informa o local onde cada estudante fará as provas, além do número de inscrição e dos horários. Para ter acesso, é preciso informar o CPF e a senha cadastrada no momento da inscrição. No cartão, informa-se também se o estudante pediu atendimento especializado e ou específico e qual a opção de língua estrangeira – inglês ou espanhol.

4. Posso alterar meu local de prova?
Mudanças do local indicado para a realização das provas são possíveis somente no período de inscrições, logo não é possível fazer alteração. O participante realizará a prova no município informado no ato de inscrição.

5 – Que documentos preciso apresentar na prova do Enem? 
É necessário apresentar um documento original com foto, que pode ser: Cédula de identidade (RG); a Carteira de Trabalho e Previdência Social; o Certificado de Reservista; o Passaporte e a Carteira Nacional de Habilitação com fotografia.

6 – Perdi meu RG. Posso levar certidão de nascimento ou cópia autenticada do RG?

Não serão aceitos em hipótese alguma Certidão de Nascimento, Certidão de Casamento, Título Eleitoral, Carteira Nacional de Habilitação em modelo anterior à Lei nº 9.503/97, Carteira de Estudante, crachás e identidade funcional de natureza privada, nem documentos ilegíveis, não identificáveis e/ou danificados, ou, ainda, cópia de documentos, mesmo que autenticadas. Nessas situações, o participante poderá fazer a prova desde que apresente o boletim de ocorrência expedido por órgão policial, emitido há, no máximo, 90 (noventa) dias da data de realização das provas, e seja feita a identificação especial, com a coleta de dados e assinatura em formulário próprio.

7 – Posso usar calculadora na prova?
Não. O participante não pode, sob pena de eliminação, portar quaisquer dispositivos eletrônicos, o que inclui calculadoras, agendas eletrônicas ou similares, telefones celulares, smartphones, tablets, iPods, pen drives, mp3 ou similar, gravadores, relógios, alarmes de qualquer espécie ou qualquer receptor ou transmissor de dados e mensagens.

8 – Posso levar comida para a prova do Enem?
Sim.

Segurança

Neste ano, a prova do Enem será personalizada, ou seja, os participantes receberão cadernos de questões identificados com nome e número de inscrição, informações que também passam a constar nos cartões de resposta encartados. Até o ano passado, os participantes recebiam o cartão de resposta separado e faziam a identificação com a cor de sua prova.

Outra medida de segurança que será adotada neste ano são os detectores de ponto eletrônico, que serão usados para identificar participantes que tentarem usá-lo, assim como aparelhos de transmissão, que, eventualmente, possam ter burlado a inspeção por meio de detectores de metal. O novo recurso é um receptor avançado de detecção de campo próximo, capaz de acusar a emissão de sinais em radiofrequência de wi-fi, bluetooth, celulares e em transmissões ilegais.

9 – Posso faltar ao trabalho para fazer o Enem?
Não ir ao trabalho para prestar exames de vestibular é considerado, pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), uma falta justificada, que não deve ser descontada do salário – desde que a pessoa apresente um comprovante ao setor de recursos humanos da empresa. Como o Enem tem sido usado como vestibular em muitas instituições, em tese ele se enquadraria nisso. De qualquer forma, não deixe de conversar com seu chefe antes.

O Inep disponibilizará para impressão, na Página do Participante, a Declaração de Comparecimento, mediante informação de CPF e senha. O participante que tiver interesse deverá apresentar a declaração impressa, em cada dia de aplicação, ao Coordenador de Local, para preenchimento e confirmação de sua presença no Exame. Atenção! O comprovante não será mais disponibilizado no local de prova como nas edições anteriores.

10 – Que tipo de caneta pode ser usada no dia da prova?
Apenas caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente.

11 – Posso levar lápis e borracha?
Não. Caso o candidato leve, será pedido para que ele guarde os objetos dentro do saquinho que será entregue antes da prova, junto com outros pertences pessoais do candidato.

Enem 2017 - O que levar e o que não pode levar

12 – Quando o participante poderá deixar o local do exame?
Somente após duas horas do início das provas, sob pena de eliminação.

13 – Em que momento o participante poderá levar o caderno de questões?
Somente nos últimos 30 minutos antes do término das provas, sob pena de eliminação.

14 – Posso usar qualquer roupa para fazer o Enem?
O edital só apresenta restrições quanto ao uso de óculos escuros e artigos de chapelaria, como boné, chapéu, viseira, gorro e similares, que são todos proibidos. A recomendação é a de usar uma roupa confortável. Bermuda e chinelos são permitidos.

15 – Posso levar relógio para a prova do Enem?
Não, mesmo se for analógico. Se você levar um relógio, ele deverá ser recolhido pelo fiscal do exame e guardado em um porta-objetos.

16 – Posso levar bolsa ou mochila na prova do Enem?
Sim, mas alguns fiscais de prova podem pedir para que as bolsas e mochilas sejam colocadas na parte da frente da sala de aula, distante do candidato.

O que pode provocar a eliminação do participante?

– Fornecer informações falsas no ato da inscrição pela internet;

– Agir com incorreção ou descortesia com qualquer participante ou pessoas envolvidas no processo de aplicação das provas;

– Perturbar, de qualquer modo, a ordem no local de aplicação das provas, incorrendo em comportamento indevido durante a realização do exame;

– Comunicar-se, durante as provas, com qualquer pessoa, verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma;

– Portar qualquer tipo de equipamento eletrônico de comunicação ao ingressar na sala de provas ou durante a realização do exame;

– Utilizar ou tentar utilizar meio fraudulento em benefício próprio ou de terceiros, em qualquer etapa do exame, sem prejuízo de demais penalidades previstas em lei;

– Utilizar livros, notas ou impressos durante a realização das provas.

Como funciona a nota

A nota de cada área cobrada na prova depende do grau de dificuldade das questões acertadas e da consistência geral das respostas

Não se engane com a foto: no Enem é PROIBIDO usar lápis!

Não se engane com a foto: no Enem é PROIBIDO usar lápis! (mediaphotos/iStock)

1. Montando a régua

Régua Enem

A nota do Enem é como uma régua, feita para medir o grau do conhecimento dos alunos. É uma régua que só tem 2 parâmetros.

O meio da régua é o número 500. Esse número corresponde à média de acertos na prova de 2009 dos alunos do 3º ano do ensino médio. O que isso quer dizer? Que, se você tirar 500 em alguma área no próximo Enem, seu desempenho terá sido semelhante ao daqueles alunos de 2009.

Depois coloca-se na régua os intervalos de 100 pontos para baixo (400, 300 …) e para cima (600, 700 …). Cada 100 pontos correspondem à diferença média – para cima e para baixo – do desempenho dos alunos de 2009 (isso se chama desvio de padrão).

Uma vez feita a régua, a nota pode variar em diferenças ínfimas, como 500,1 ou 489,3.

Como o desempenho médio dos alunos foi medido por área – Matemática, Ciências Humanas, Linguagens e Códigos e Ciências da Natureza -, cada uma tem sua régua.

2. Como funciona a régua

Como funciona a régua

Ná régua são colocadas todas as questões, por seu grau de dificuldade. Assim, cada questão ocupa um lugar nela.

As mais fáceis ficam para baixo de 500; as médias, por volta de 500; as mais difíceis, para cima: 600, 700, 800. Durante a prova, as respostas às questões vão definindo o grau de conhecimento de cada aluno.

Por exemplo, de um aluno com grau de conhecimento 600 em Matemática, espera-se que acerte as questões abaixo de 600 e erre as que estão acima de 600.

3. A elaboração da prova

Para montar a prova, o MEC seleciona o conjunto das 45 questões de cada área. Elas têm de medir o domínio das competências, habilidades e conteúdos previstos na matriz de referência do Enem e são compostas equilibrando o grau de dificuldade das questões – fáceis, médias e difíceis. A régua, o pré-teste e o cálculo final da nota são feitos por um método chamado TRI (Teoria da Resposta ao Item).

Pré-teste: Para que cada questão seja colocada na régua, ela passa por um pré-teste antes do Enem, organizado pelo MEC. Participam escolas em todo o Brasil. Cada aluno participante do pré-teste recebe um caderno com 48 questões. Assim, são testados milhares de questões que vão integrar o banco de dados do MEC. Do conjunto de questões do banco, saem as 180 que vão compor o Enem.

Como se atribui a posição da questão Enem na régua?

Como se atribui a posição da questão na régua?

Cada questão é submetida ao pré-teste de milhares de alunos. A tabulação de seus resultados quantifica três pontos essenciais de cada questão para garantir um exame de boa qualidade:

a) Parâmetro de discriminação
É a capacidade da questão de diferenciar os alunos em relação à dificuldade da questão. Alguns erram e outros acertam. Se o acerto e o erro são aleatórios, ou todos acertam, a questão não consegue dar informações sobre os alunos e tem de ser refeita.

b) Parâmetro de dificuldade
É o parâmetro que determina a posição da questão na régua. Para que seja possível distinguir um aluno de pouco conhecimento de outro mais bem preparado, o Enem precisa ter perguntas com níveis de dificuldade diferentes.

c) Parâmetro de casualidade
Mede qual é a probabilidade de a questão ser acertada por acaso. Esse parâmetro parte da ideia de que, quanto maior é a proficiência (conhecimento) do aluno, maior a probabilidade de acerto sem chute. Mas, se seu conhecimento é pequeno e a questão é difícil, o parâmetro indica alta probabilidade se o acerto ter sido por acaso.

4. Cálculo das notas

Na nota final, calculada por computador, o Enem considera a consistência das respostas. Dois alunos com cinco questões certas em Matemática, por exemplo, podem ter notas diferentes. O que acertou as cinco mais fáceis terá uma nota maior, pois seu desempenho é coerente. O outro, que errou questões fáceis e acertou outras difíceis, terá a sua nota reduzida pelo cálculo da casualidade, ou seja, como sua proficiência foi pequena (cinco questões em 45) , a TRI entenderá o acerto nas questões difíceis como “chute” e reduzirá o valor do item certo.

Cálculo das notas Enem

5. Notas gerais

A prova do Enem fornece cinco notas, uma para cada área de conhecimento – Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Códigos e Matemática – e mais uma para a redação. Para o cálculo das notas das quatro áreas é usada a metodologia TRI. A nota de redação segue o sistema tradicional: a nota varia de 0 a 1000.

Notas gerais Enem

Por que teve gente que tirou acima de 1000 em matemática em 2015?

“Ninguém disse que as provas do Enem podiam valer só até mil pontos. Em algum momento, desde 2009 quando o MEC adotou o TRI (Teoria de Resposta ao Item) para o Enem, alguém deve ter dito isso e ficou no imaginário das pessoas. Até porque, essa nota superior a mil ainda não tinha aparecido”, comenta o professor Dalton Francisco de Andrade, do Departamento de Informática e Estatística da Universidade Federal de Santa Catarina e especialista em TRI.

Como lembrou o professor, a única prova que tem essa variação de zero a mil é a redação, a qual não usa a TRI, mas para as demais, não existe isso. Inclusive, as notas das áreas de conhecimento não são fixas, podem variar de acordo com a prova. “O máximo e o mínimo nas provas das áreas de conhecimento dependem dos tipos de questões que compões as provas, das dificuldades dessas questões, das proficiências cobradas. Não existe padrão”.

Como as instituições usam o Enem

Confira todas as universidades, centros universitários e faculdades que aceitam o Enem em seu processe seletivo - e de que maneira fazem isso

Enem x vestibular - Como usar a nota do Enem

Desde que foi criado pelo MEC em 1998 para avaliar o desempenho dos estudantes ao final do Ensino Médio, o Enem é usado como alternativa ou complemento dos vestibulares por muitas universidades brasileiras. A partir das alterações implementadas em 2009, o Enem passou a substituir o vestibular das universidades federais e de outras instituições de ensino públicas e particulares, além de escolas de ensino técnico. 

Para isso, foi instituído o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que funciona com as notas do Enem. Em 2016, 1.566 instituições fizeram do exame um instrumento de seleção de candidatos, o que torna o exame a principal porta de entrada para o Ensino Superior no país. A vocação do Enem é, com o tempo, ser utilizado como processo seletivo por todas as instituições federais de Ensino Superior.

Além disso, com a nota do Enem é possível obter uma preciosa ajuda financeira para pagar os estudos em uma instituição privada, seja para conseguir uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni) ou receber um empréstimo por meio do Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior (Fies).

Com todas essas possibilidades, o exame vem registrando um número muito grande de participantes. Em 2017, foram  7,6 milhões de inscritos.  

Enem como vestibular

Veja a seguir as relações de instituições que adotam o Enem como parte ou totalidade de seu processo seletivo. As listas estão organizadas por ordem alfabética da sigla do estado, nome da cidade e sigla da instituição.

  • Como fase única

Nas instituições que adotam o Enem como fase única, ele substituiu o processo seletivo que seria aplicado pela escola. Ou seja, não há vestibular, mas apenas a apresentação da nota do Enem.

As 731 instituições que usam o Enem como fase única para todos os cursos e vagas

As 286 instituições que usam o Enem como fase única para parte dos cursos e/ou vagas

  • Por meio do Sisu

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é uma plataforma informatizada do Ministério da Educação (MEC) por meio da qual instituições públicas (federais e estaduais) de Ensino Superior oferecem vagas em seus cursos.

O processo seletivo do Sisu é realizado duas vezes por ano, sempre no início do semestre letivo. A inscrição, gratuita, é feita pelo site do MEC.

As 54 instituições que adotam o Sisu para todos os seus cursos e vagas

As 42 instituições que adotam o Sisu para parte de seus cursos e/ou vagas

  • Como parte da nota

O Enem é combinado com outra forma de avaliação, ou seja, a nota do Enem ajuda a compor a nota final do candidato.

As 95 instituições que usam o Enem como parte da nota

  • Como bonificação

A nota do Enem acrescenta pontos na nota final do vestibular. Neste caso, a instituição tem um processo seletivo próprio e usa a nota do Enem para potencializar o desempenho do candidato.

As 71 instituições que usam o Enem como bonificação

  • Como primeira fase

Neste caso, o Enem é considerado uma primeira etapa (classificatória) de um processo seletivo que possui mais de uma fase. Por exemplo: ele seleciona um determinado número de candidatos que farão uma prova aplicada pela instituição.

Apenas 1 instituição usa o Enem como primeira fase: a Faculdade de Belém (Fabel-PA), no Pará.

  • Formas mistas

Além desses casos, há instituições que usam o Enem de forma mista. Uma mesma escola pode usar o Enem como fase única para ingresso em uma parte de seus cursos e o Enem como parte da nota para outros. Um exemplo é o Centro Universitário São Camilo de São Paulo. Apenas para o curso de Medicina, o Enem é usado como parte da nota. Para todos os outros cursos, o Enem é utilizado como fase única do processo seletivo.

As 120 instituições que usam o Enem de forma mista (fase única e parte da nota; ou fase única e primeira fase)

Um último grupo usa a nota do Enem tanto pelo Sisu como de outra forma (como parte da nota, como fase única, como primeira fase etc). Um exemplo é a Universidade de Brasília (UnB).  Para ingresso no primeiro semestre, o Sisu é utilizado para 25% das vagas e a nota do Enem é usada para os cursos que exigem habilidades específicas.

As 34 instituições que usam o Sisu e também a nota do Enem de alguma forma

O que estudar

Professores dão dicas para mandar bem na prova

O que estudar para o Enem 2017

Curso Enem

O GUIA DO ESTUDANTE lançou uma plataforma online com videoaulas, textos e exercícios para te ajudar a mandar bem no Enem e em outros vestibulares! Conheça clicando aqui.

A revisão é parte muito importante da etapa final de estudos e deve ser o seu foco principal nas últimas semanas. É importante valorizar a objetividade, analisando quais conteúdos mais caem na prova e quais matérias e assuntos você deve priorizar na hora de rever tudo de novo. Para isso, o GUIA separou um conteúdo especial, preparado com professores, para te ajudar na revisão.

Os professores também fizeram recomendações para a reta final dos estudos para o exame. De acordo com Célio Tasinafo, diretor pedagógico do cursinho Oficina do Estudante, o estudante deve priorizar os conteúdos nos quais há possibilidade de ampliar ou consolidar conhecimentos. “Não adianta desperdiçar tempo e esforços com os tópicos nos quais sempre teve dificuldades, nem com os conteúdos que já domina bastante“, ressalta. No entanto, isso não significa que você deva abandonar alguma matéria por inteiro: é importante selecionar tópicos dentro de cada disciplina que ainda possam ser explorados e aperfeiçoados.

Além disso, a etapa final de estudos também é importante para que o candidato analise outras capacidades que não estão relacionadas a “decoreba” de conteúdo, como a leitura e a interpretação correta das informações. Por isso, leia muito e treine suas habilidades de interpretação de texto, especialmente com revistas e jornais.

Se você ainda não pegou nenhuma prova do Enem para tentar resolver inteira, não perca mais tempo: essa é a hora. Mas, por que treinar com a prova inteira em vez de simplesmente resolver questões aleatórias do Enem? A razão é simples: refazer as provas (baixe as provas nos links abaixo) pode ajudar a acostumar com o estilo do exame, o tipo de questões que costuma ser cobrado e, também, a mapear os assuntos que caem mais em cada disciplina.

“É importante lembrar que não serão 5 ou 10 questões a serem feitas em um período indefinido de tempo, mas 90 em 4h30, ou 90 e uma redação em 5h30, no caso do primeiro dia. Por isso, é recomendado cronometrar o tempo para reproduzir as condições dos dias do exame e garantir que esteja preparado também fisicamente e psicologicamente.”

Célio Tasinafo

Na hora de refazer a prova, o professor Alexandre Linares, do Cursinho Maximize, recomenda escolher “a pior cadeira que tiver em casa”. “A cadeira em que você vai fazer a prova tem muita chance de ser uma cadeira bem desconfortável. A prova do Enem é também uma prova de exaustão física, por isso você tem que estar preparado para enfrentar essa maratona”, explica.

Na hora de revisar, também é preciso dar atenção especial à redação, que no Enem conta como uma prova separada. Para treiná-las, também só há uma saída: fazer o máximo de dissertações possível até a prova.

Agora, você sabe o passo a passo de uma boa revisão. No entanto, também é necessário saber quais temas podem ser cobrados. Por isso, elaboramos quatro grandes guias para você saber exatamente como estudar cada área nessa reta final para a prova. Veja a tabela abaixo que reúne todos os conteúdos. Bons estudos – e muito boa sorte na prova!

Guia completo de revisão para cada área do Enem

Ciências Humanas e suas Tecnologias

Ciências da Natureza e suas Tecnologias

Linguagens e suas Tecnologias e Redação

Matemática e suas Tecnologias

Na semana anterior à prova, a dica é simples: reduza o ritmo de estudos. Chegar cansado no exame é dar tiro no pé e pode diminuir o seu desempenho. “O Enem é um exame bastante abrangente e esforços de última hora não garantirão um melhor desempenho“, explica Célio. Nos dois dias anteriores à prova, procure ficar totalmente longe dos livros para “desbaratinar” um pouco. Lembre-se, uma cabeça tranquila é, também, a chave para o sucesso na prova!

Baixe as provas e gabaritos de edições anteriores

Reserve alguns dias para resolver as provas inteiras nas mesmas condições exigidas na aplicação do exame, como número máximo de horas, espaço e alimentação. Nessa situação, fique longe de qualquer distração, como celular, computador, televisão ou mesmo familiares e amigos – lembre-se que, no dia da prova, nada disso será permitido! Essa é uma tática importante para treinar sua resistência e capacidade de concentração em uma prova longa, e pode ser o diferencial que o manterá focado nos dias do Enem.

Para te ajudar nessa tarefa, o GUIA separou as provas (sem as marcações de resposta) e os gabaritos de todas as edições do formato atual do Enem, de 2009 a 2016.

Primeira aplicação

Segunda aplicação

Primeira aplicação

Segunda aplicação

A redação

O que você precisa saber para tirar 1.000 na prova de redação

Redação Enem 2017 - Dicas, como fazer redação nota 1000, temas

O formato de redação escolhido por grande parte dos vestibulares, inclusive o Enem, é a dissertação-argumentativa. Esse gênero textual possibilita que o estudante construa uma tese inicial e defenda diferentes pontos de vista ao longo do texto. Separamos aqui algumas dicas para você construir um bom texto.

1) Veja o tema de redação e faça uma leitura cuidadosa da prova – Essa é a principal dica e vai influenciar todo o seu desempenho. Leia e releia a proposta e os textos de apoio. Dê uma lida também nas questões da prova. Pode ser que alguma informação ajude no tema da redação. Atenção: essa etapa é essencial para que você não fuja do tema.

2) Elabore o projeto de texto e escolha uma tese – Esse é o momento em que você deve escolher a sua abordagem e os argumentos que usará para defender sua tese. Separe as ideias principais sobre o assunto em um rascunho. Na tese, escolha um tema que você domine para argumentar e expor o seu ponto de vista.

3) Faça a primeira versão do texto – Nessa etapa do rascunho, preocupe-se com o conteúdo e não com a gramática. Foque sua atenção para organizar os argumentos da melhor forma. As ideias devem fazer sentido e devem estar ligadas entre si. Um texto bem amarrado valoriza a sua argumentação e fará com que o corretor não se sinta confuso ao lê-lo.

Lembre-se da estrutura básica da dissertação-argumentativa
Introdução Apresente o tema e o recorte que você fará dele. Evite fazer rodeios. É recomendável que a tese seja exposta para direcionar a leitura e mostrar sua linha de raciocínio. Lembre-se de que na dissertação seus argumentos devem ser usados para convencer quem estiver lendo.
Desenvolvimento Defenda a sua tese apresentando ideias que a justifiquem, de forma consistente, e apresente seus argumentos. Essa parte é importante, por isso coloque tudo da forma mais clara possível para que o leitor compreenda seu ponto de vista. Para deixar organizado, uma dica é reservar um parágrafo para cada argumento, analisando todos os aspectos que você quer abordar.
Conclusão Retome as ideias expostas na introdução, junto com os principais argumentos que a justificam para confirmar a tese e encerrar o debate. Diferente das outras redações, no Enem é nessa parte que você deve propor a solução ao problema, a partir dos pontos já levantados durante sua redação.

4) Revise o texto: Agora é hora de corrigir a gramática e encontrar outros errinhos na sua redação. Caso tenha dúvida na grafia de alguma palavra, tente substituir por outra expressão. Preste atenção se não existe alguma frase sem sentido perdida pelo texto e avalie se há coerência entre as ideias.

5) Passe o texto a limpo: Finalmente, essa é a última etapa da redação. Por isso a importância de preparar seu texto em um rascunho. Respeite o limite de linhas e não coloque informações fora da área de correção.

Consultoria: Eclícia Pereira, professora de redação do Cursinho da Poli e GUIA DO ESTUDANTE Redação Vestibular + Enem

Como propor uma intervenção social na redação do Enem

A redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é avaliada de acordo com cinco competências. Cada competência vale de zero a 200 pontos e a nota final corresponde à soma dessa pontuação – podendo chegar a 1000 pontos, portanto.

Quatro desses cinco critérios envolvem, basicamente, saber escrever e argumentar bem. Mas o quinto é um pouquinho mais complicado: ele exige “elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos”.

Isso quer dizer que a redação deve não apenas apresentar uma tese sobre o tema, apoiada em argumentos consistentes, mas também oferecer uma proposta de intervenção na vida social. Mas o que isso significa na prática? O Enem espera que o estudante encontre em poucas horas uma solução para um problema complexo? Como se certificar de que a proposta apresentada seja considerada viável pela banca? Tenha em mente o seguinte:

1. A prova pede uma intervenção, não uma solução

As questões sociais apresentadas na prova são frequentemente complexas e muitas vezes históricas – ou seja, já recebem atenção da sociedade e dos governos há muito tempo. Portanto, não se espera que o candidato, no Enem, apresente uma proposta que vá resolver a situação, mas sim enfrentá-la. E essa proposta não precisa necessariamente ser original e inédita. Ela pode envolver medidas já propostas no passado ou ampliar ações já adotadas (como aumentar o valor de multas, por exemplo). O importante é que essa proposta seja apresentada com bons argumentos.

Esse aspecto é destacado pelo professor Yeso Osawa, do Curso Positivo, de Curitiba: “Proposta de intervenção não é apenas aquilo que está por ser feito. Pode ser que alguém, em algum lugar, já tenha experimentado o que você está propondo. Está aí um bom chamariz para valorizar o seu texto. É possível mencionar um procedimento já existente como aquilo que pode balizar a sua sugestão.”

2. Detalhe sua proposta

Propostas completas são fundamentais para garantir os 200 pontos, porque expressam sua capacidade de compreender a abrangência e complexidade de questões sociais e de como podem ser encaminhadas. Segundo Ana Paula Dibbern, professora e coordenadora do Cursinho Maximize, de São Paulo, “é recomendável que a proposta de intervenção social contemple mais de uma ação. Ou seja, sobre o tema da Lei Seca, por exemplo, a proposta poderia conter uma intervenção no sentido de conscientizar as pessoas (educação para o trânsito) e outra relacionada à regulação e fiscalização. Mas é preciso ser cuidadoso, já que as duas ações precisam estar detalhadas, interligadas e claras.”

Sua proposta deve conter:

Síntese – Explicite por que sua proposta interfere positivamente na questão colocada.
O agente ou agentes sociais – Quem implementará a proposta: a família, a comunidade, secretarias municipais ou estaduais de saúde, de educação, o Ministério da Educação ou da Cultura, um dos governos (federal, estadual ou municipal), as escolas da Educação Básica, as universidades, organizações governamentais?
Implementação – Como ela será feita? Por exemplo, com a adoção de um programa de governo e por meio de atendentes presenciais, como assistentes sociais ou enfermeiros; por campanhas públicas de comunicação, por campanhas educativas, com a inclusão nos livros didáticos, com distribuição de recursos como alimentos, remédios, vacinas…
Outros mecanismos – Sugerir formas de custeio demonstram compreensão dos diferentes mecanismos existentes e possíveis, como um novo imposto, verba do orçamento público, taxas sociais, criação de fundos de governo, participação da iniciativa privada, royalties de exploração do petróleo etc. Procure informar-se a respeito.

3. Respeite os direitos humanos

Desrespeitar os direitos humanos em sua redação pode zerar a sua nota. Para garantir que sejam levados em conta, no entanto, é preciso inteirar-se sobre o que são eles. Após a aprovação da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Organização das Nações Unidas, depois da II Guerra Mundial, outras convenções posteriores incorporaram novos direitos, como os das pessoas com deficiência, por exemplo. Procure saber mais sobre eles.

A professora Dibbern sugere que você se pergunte: “Será que a implantação de minha ideia prejudicaria ou seria injusta com algum grupo na sociedade? A realização do projeto que defendo aqui traria algum dano ambiental? Essa proposição traz argumentos contrários àqueles defendidos pelos movimentos sociais? Se a resposta for sempre “não”, provavelmente você está no caminho certo.”

4. Situe a questão nos níveis individual e social

A proibição de desrespeitar os direitos humanos na sua redação já sugere a preocupação da prova com essas duas dimensões, a do indivíduo e a coletiva, da sociedade. Isso porque inúmeras questões sociais só podem evoluir e melhorar com mudanças de comportamento das pessoas. Pense, para sua argumentação, aspectos envolvendo as duas dimensões e como sua proposta interfere em cada uma delas.

Devo colocar a proposta sempre no final do texto?

Depende. A proposta de intervenção social tem mais força quando aparece no fim da redação, desde que esteja amarrando com clareza sua argumentação. “É importante que os argumentos defendidos pelo estudante sejam coerentes entre si e contribuam na defesa do seu ponto de vista. Ou seja, as ideias apresentadas ao longo do texto devem culminar na proposta de intervenção. É mais seguro seguir o modelo tradicional de ‘introdução – argumentação – conclusão’, e inserir a proposta de intervenção na conclusão” recomenda Dibbern.

Mas não é proibido fazer uma afirmação de propostas no início da dissertação, desde que isso seja retomado na conclusão. O professor Ieso Osawa ressalva: “Seu texto pode antecipar algumas ideias com relação ao que seriam as formas de intervenção. Ao condensar tudo naquele último parágrafo, e quando são muitas coisas, há a possibilidade de que fique tudo “embolado” naquele trecho, e você corre o risco de perder unidade com a argumentação e o foco.”

Estratégias de prova

Pesquisadora da Unicamp dá dicas para os estudantes organizarem seu tempo durante o exame e mandarem bem na redação

Enem 2017 - Dicas para a prova

Você já pensou em como planejar o seu tempo durante o exame? Pode parecer besteira, mas saber administrar as horas de prova é a chave para uma melhor execução do Enem. “Especialmente nesse exame, é importantíssimo saber administrar o tempo gasto em cada parte da prova. Não adianta passar metade do período fazendo uma ótima redação e não conseguir fazer as 90 questões. Da mesma forma, não é interessante fazer um texto ruim correndo para ter mais tempo para as 90 questões”, explica Carolina Assis Dias Vianna, assessora pedagógica da Saraiva e doutoranda em Linguística Aplicada pela Unicamp.

Para a especialista, que tem vasta experiência na correção de redações do Enem e de vestibulares, o ideal é que o estudante reserve em torno de 1h10 para produzir seu texto. Para isso, ela sugere que a organização do tempo na avaliação se dê da seguinte forma:

13h30 a 14h10: Leia com atenção a proposta e os textos auxiliares e prepare o seu projeto de texto, deixando sua primeira versão pronta na folha de rascunho.

14h10 a 17h50: Vá para as questões objetivas. Tente resolver aproximadamente 25 questões por hora, gastando cerca de 2 minutos em cada uma. Aquelas cuja resposta você não sabe devem ser puladas nesse primeiro momento. Mas atenção: um alerta: não pule mais de 9 questões!

17h50 a 18h20: Volte ao seu texto para passá-lo a limpo. Certamente, você perceberá problemas que não tinha visto enquanto fazia o rascunho e já conseguirá resolvê-los nessa revisão. Além disso, tudo o que você leu na prova inconscientemente permitirá que se afaste do texto e reavalie suas ideias de forma mais crítica. Porém, não esqueça: você tem apenas meia hora, então não poderá mudar tudo e escrever outro texto, trata-se apenas de uma breve leitura crítica e revisão.

18h20 a 18h40: Passe para o cartão de respostas as questões que já respondeu.

18h40 a 19h00: Volte para as questões que deixou em branco e, à medida que as for resolvendo, passe as respostas para o cartão. Fique atento à quantidade que falta e quanto tempo você poderá gastar em média para resolver cada uma delas.

“É importante que o estudante faça esse teste de tempo antes do dia da avaliação. Se não teve oportunidade em algum simulado da escola, pode fazer em casa: imprima uma prova de anos anteriores e coloque o cronômetro em ação. Faça isso quantas vezes for possível! Esse treino deixará o rendimento e a administração do tempo cada vez melhores e trará mais segurança e confiança para o dia da prova”, recomenda Carolina.

*Fonte: Grupo Saraiva